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Rafaela Alves Fernandes

    • Doutoranda e mestre em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2022), bacharela em História da Arte pela Universidade Federal de São Paulo (2017) e licenciada em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes (2010). Desde 2019 integra o Grupo de Estudos em Estética Contemporânea (GEEC) do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo. Atualmente realiza estágio de pesquisa na Université Paris VIII Vincennes Saint-Denis (França) no Laboratório de Artes da Imagem e Arte Contemporânea (AIAC), sob coorientação de Arno Gisinger, pelo PDSE-CAPES (Programa de Doutorado-sanduíche no Exterior). É professora de Artes no Ensino Fundamental e Médio pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo onde desenvolve projetos envolvendo, sobretudo, a linguagem teatral. Tem experiência nas áreas de Arte-Educação, História da Arte, Estética, Crítica de Arte e Teatro. Interessa-se pelos seguintes eixos de pesquisa: arte e memória; estudos sobre a imagem; arte, filosofia e política; arte-educação.

       

      Links:    

    • FERNANDES, Rafaela A. . Theodor W. Adoro e a elaboração do passado na sociedade administrada RAPSÓDIA (USP) , v. 17 , p. 93 - 112 , 2023. ISSN: 15196453.
    • FERNANDES, Rafaela A. . ANTIMONUMENTO E TESTEMUNHO: DISPOSITIVOS ESTÉTICO-POLÍTICOS CONTRA A SATURAÇÃO DA MEMÓRIA KÍNESIS (MARÍLIA) , v. 14 , p. 418 - 443 , 2022. ISSN: 19848900.
    • FERNANDES, Rafaela A. . Políticas do esquecimento na arte contemporânea brasileira Pólemos , v. 11 , p. 131 - 159 , 2022. ISSN: 22387692.
    • FERNANDES, RAFAELA ALVES . O esgotado artista contemporâneo OPINIÃES - REVISTA DOS ALUNOS DE LITERATURA BRASILEIRA , v. 1 , p. 155 - 162 , 2020. ISSN: 25258133.
    • FERNANDES, RAFAELA ALVES . Entre sobrevivências e metamorfoses: a montagem de imagens em Aby Warburg e André Malraux RAPSÓDIA (USP) , v. 1 , p. 165 - 184 , 2020. ISSN: 24479772.
    • FERNANDES, Rafaela A. . Literatura e Afetos - entrevista com Fernando Rocha https://doi.org/10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2019.159227 , v. 1 , p. 281 - 290 , 2019. ISSN: 25258133.
  • Textos em jornais de notícias/revistas: 2
    • FERNANDES, Rafaela A. . Imagem e trauma: a arte diante da violência do visível . Rede Brasileira de Mulheres Filósofas , online , 05 jul. 2023.
    • FERNANDES, Rafaela A. . Potências da memória: arquivo e testemunho na arte contemporânea . Rede Brasileira de Mulheres Filósofas , online , 09 jul. 2021.
    • FERNANDES, Rafaela A. . Christian Boltanski: em busca da pequena memória. In: V Seminário de Estética e Crítica de Arte: Sentidos na Asfixia , 2023 , São Paulo. Anais do V Seminário de Estética e Crítica de Arte: Sentidos na Asfixia. São Paulo : Serviço de Biblioteca e Documentação Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universid, 2023. p. 240 - 250.
    • FERNANDES, Rafaela A. . Doris Salcedo: memórias da violência política. In: , 2022 , . . Uberlândia : , . p. 86 - 97.
    • FERNANDES, Rafaela A. . Os abusos do esquecimento: memórias desarquivadas na arte contemporânea brasileira. In: V Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG , 2021 , Minas Gerais. V Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da UFMG - Caderno de Resumos. Belo Horizonte : UFMG/FAFICH, 2021. p. 61 - 66.
    • FERNANDES, Rafaela A. . Potências da memória: arquivo e testemunho na arte contemporânea. In: XIV Encontro de História da Arte Unicamp , 2020 , Campinas, SP. n. 14 (2019): Histórias do Olhar. : , 2020. p. 1316 - 1325.
    • FERNANDES, Rafaela A. . Menos que nada. : , 2023 (Dramaturgia)
    • FERNANDES, Rafaela A. . A última memória. : , 2020 (Dramaturgia)
    • FERNANDES, Rafaela A. ; FONTES FILHO, Osvaldo . Quando os mortos se animam - um diálogo videoteatral em torno da arte e seus fantasmas. : , 2017 (Dramaturgia)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Parecerista da Eleuthería: Revista do Curso de Filosofia da UFMS. 2024 (Parecer)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Parecerista da PÓLEMOS ? Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília. 2023 (Parecer)
    • FERNANDES, Rafaela A. . O trabalho de memória em Doris Salcedo: da linguagem codificada dos xiboletes ao silêncio do luto. 2025 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Images sublimes: l?art face à la violence du visible.. 2024 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . A (im)possibilidade das imagens e o sublime. 2024 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Estéticas e políticas da memória: arquivo e testemunho na obra de Christian Boltanski e Doris Salcedo. 2023 (Conferência)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Imagem e trauma: a arte diante da violência do visível. 2023 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Christian Boltanski: em busca da pequena memória. 2022 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Memória, Arquivo e Testemunho na Arte Contemporânea: Christian Boltanski e Doris Salcedo. 2022 (Congresso)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Políticas da memória: arquivo e testemunho na arte contemporânea. 2021 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Doris Salcedo: memórias da violência política. 2021 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Os abusos do esquecimento: memórias desarquivadas na arte contemporânea brasileira. 2021 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Christian Boltanski: inventariar o passado, inventar o presente. 2020 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Um relato para uma academia sobre corpos (in)dóceis. 2019 (Comunicacao)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Potências da memória: arquivo e testemunho na arte contemporânea. 2019 (Outra)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Uma leitura kafkiana dos corpos escolarizados. 2019 (Congresso)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Entre sobrevivências e metamorfoses - a montagem de imagens em Aby Warburg e André Malraux. 2017 (Outra)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Atlas Mnemosyne e Museu Imaginário: uma análise relacional do pensamento de Aby Warburg e André Malraux. 2017 (Congresso)
    • FERNANDES, Rafaela A. . V Seminário de Estética e Crítica de Arte: Sentidos na Asfixia. 2022 (Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Séminaire de Recherches Maison du Brésil 2025. 2025 (Maison du Brésil - Cité Internationale Universitaire de Paris)
    • FERNANDES, Rafaela A. ; CARNEIRO, A. ; SILVEIRA, F. ; MATTOS, L. ; TRONCARELLI, R. C. ; SANFELICE, V. . Art et subjectivités : les humanités en temps de crise. 2024 (Maison du Brésil - Cité Internationale Universitaire de Paris)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Oficina de Teatro. 2010 (CIA MUTIRÃO DE TEATRO)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Do jogo à cena. 2015 (CEU VILA CURUÇÁ)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Teatro do Oprimido como instrumento de debate na escola. 2017 (CEU EMEF Vila Curuçá)
    • FERNANDES, Rafaela A. . Introdução a linguagem e interpretação teatral. 2011 (Fábrica de Cultura Itaim Paulista)
    • Nome do projeto: CINE&ARTE (2011 - 2015
      Natureza: Outra
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. .
      Descrição: Coordenação artística e pedagógica na produção de curtas metragens por alunos da Escola Estadual Professor Cicero Antonio de Sá Ramalho.
    • Nome do projeto: Quando os mortos se animam - Diálogo videoteatral em torno da arte e seus fantasmas (2016 - 2017
      Natureza: Pesquisa
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. , FONTES FILHO, Osvaldo .
      Descrição: Este projeto consistiu num desdobramento cênico das reflexões desenvolvidas na pesquisa de conclusão de curso intitulada Atlas Mnemosyne e Museu Imaginário ? uma análise relacional do pensamento de Aby Warburg e André Malraux , e teve como pretensão estabelecer modos menos canônicos de comunicação com a comunidade acadêmica por meio da linguagem teatral. Em sua dramaturgia a peça apresentou aspectos da biografia dos dois autores quanto problemas que perpassam toda a história e a filosofia da arte.
    • Nome do projeto: Atlas Mnemosyne e Museu Imaginário: uma análise relacional do pensamento de Aby Warburg e André Malraux (2015 - 2017
      Natureza: Pesquisa
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. , FONTES FILHO, Osvaldo .
      Descrição: Esta pesquisa teve como interesse geral analisar a proposição de André Malraux acerca do Museu Imaginário em consonância com os estudos sobre o estatuto da imagem, em especial da imagem fotográfica na história da arte, aproximando esta concepção de museu do inacabado Atlas Mnemosyne, desenvolvido por Aby Warburg em seus últimos anos de vida, obra determinante no conjunto da obra deste autor que nos oferece a possibilidade de pensar cada imagem em relação a uma constelação de outras imagens, uma história da arte sem palavras que abre seu tempo, ou ainda, uma ?história de fantasmas para pessoas adultas?. Esta investigação buscou ainda discutir outros conceitos e problemáticas suscitadas por ambos os autores, a saber, a montagem do tempo e da memória enquanto narrativa histórica; a relação de contiguidade entre a história da arte e o museu moderno; e, por fim, como as imagens e símbolos de uma cultura sobrevivem, morrem e ressurgem novamente.
    • Nome do projeto: Teatro e Pedagogia do Oprimido (2009 - 2010
      Natureza: Pesquisa
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. , Andrade, Z. .
      Descrição: Este projeto visou examinar os conceitos fundamentais da Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, e relacioná-los à poética do Teatro do Oprimido, sistema teatral criado Por Augusto Boal, à luz das utopias sociais e políticas do contexto brasileiro da época.
    • Nome do projeto: Projeto Organon (2010 - 2010
      Natureza: Outra
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. , FRANCA, L. .
      Descrição: Projeto contemplado pelo Programa de Valorização de Iniciativas Culturais de São Paulo (VAI) em 2010, consistiu em uma rede de intervenções artísticas no contexto da comunidade Nelson Cruz que incluiu oficinas de teatro e dramaturgia, saraus e apresentações teatrais da Cia Mutirão e de outros grupos convidados.
    • Nome do projeto: Estéticas e políticas da memória: arquivo e testemunho na obra de Christian Boltanski e Doris Salcedo (2020 - 2022
      Natureza: Pesquisa
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. , FABBRINI, R. N. .
      Descrição: Nas últimas décadas, a memória tem sido uma das preocupações culturais e políticas centrais do Ocidente. Essa afirmação, encontrada em diversos autores, deriva de uma série de aparições do passado em modas e utensílios retrôs, filmes nostálgicos, monumentos, assim como em investidas museais que reencenam a barbárie a fim de comercializar o trauma. No entanto, simultaneamente, diversos artistas têm empreendido um trabalho de perlaboração do passado, na chave da consciência histórica, contrapondo-se à espetacularização e simulação da memória. Essa memória crítica é indiciada na prática de diversos artistas que, desde a década de 1970, tematizam a crise da memória ao relerem a história a contrapelo. Como o historiador que se debruça sobre arquivos e testemunhos para, então, selecionar, organizar e montar o saber sobre o passado, tais artistas se utilizam de procedimentos análogos sempre movidos pela busca de reconstrução das condições de visibilidade e de legibilidade da história. A questão fundamental que se coloca é, portanto, qual o estatuto que a memória, o arquivo e o testemunho adquirem nessa nova arte da memória. Para tanto, esta dissertação propõe-se a analisar uma seleção de obras de Christian Boltanski e Doris Salcedo com vistas a aventar algumas hipóteses. A principal é a de que após séculos de colonialismo, etnicídios, genocídios, ditaduras sangrentas, campos de extermínio e violências políticas sem fim, Boltanski e Salcedo voltam-se para o passado como um arquivo que não cessa de se acumular, mas que carece ser montado e remontado, reescrito e reconfigurado. Ao contrário do que se possa pensar, não cedem espaço a verdades redentoras, mas tornam visível aquilo que permaneceu ocultado ou até mesmo desapareceu, pois tratar de um regime estético da memória implica admitir que o passado nem sempre se apresenta na forma de presenças ou vestígios acessíveis.
    • Nome do projeto: Curso de verão "Sublimes imagens: políticas da memória na estética contemporânea" (2025 - 2025
      Natureza: Extensao
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. , FABBRINI, R. N. .
      Descrição: O curso propõe uma introdução ao debate em torno da complexa relação entre imagem, violência e estética, com o objetivo de refletir sobre os impasses estéticos e éticos da produção, exposição e recepção de fotografias de acontecimentos impossíveis, porque incomensuravelmente violentos. O dever de memória, justa contraparte do direito de memória, é compreendido como um expediente necessário para que determinados episódios da história não se repitam. No entanto, frequentemente, a imagem em sua pretensão de transformar os espectadores em testemunhas do ocorrido, incorre em excessos, tornando o que antes era testemunho em passiva condescendência face ao horror. Por outro lado, a violência do visível não se encerra no conteúdo da imagem, mas abrange tanto o ato de produção e difusão, quanto as práticas e os discursos que operam no interior dos processos de subjetivação que envolvem os dispositivos de visibilidade. Afinal, a guerra de imagens superexpõe determinadas imagens e encobre outras, numa gestão econômica, técnica e simbólica do espetáculo do horror. É nesse contexto que abordaremos o conceito de sublime, isto é, numa definição ampla, um sentimento que advém da contemplação de algo que nos excede sensivelmente e que não pode ser definido senão pela sua negatividade. Por resultar da inadequação da imaginação na apreensão do todo, de uma desregulação entre o sensível e o inteligível, o sublime carrega a marca do dissenso na estética, mas também da singularidade da experiência. Frequentemente definido como uma estética da contestação que coloca a apresentação sensível em questão, o sublime implica o risco, é afeto violento que desequilibra, choque que sobressalta, desmedida que excede os limites do imaginável, em suma, uma bela desordem como efeito. Ao contrário de outros juízos estéticos, o sublime exige que sejamos dignos com o que acontece, que não fechemos os olhos e não desviemos a atenção ante o insuportável. Nisso consiste o seu componente ético, sua participação no sentimento moral. Finalmente, dentre muitas das questões a serem discutidas, destacamos a seguinte: seria o sublime um efeito-afeto com potencial emancipador ou um sentimento que oprime e estagna?Essa e outras questões também perpassam o trabalho de artistas como Alfredo Jaar, Ariella Aïsha Azoulay, Rosângela Rennó, Thomas Hirschhorn, Stephen Dock, Sophie Ristelhueber e Mathieu Pernot. Finalizaremos o curso analisando uma seleção de obras desses artistas a fim de averiguarmos a atualidade de questões relativas ao sublime estético e suas relações com os debates contemporâneos em torno do poder da imagem e dos dispositivos técnicos de fazer ver, de colocar em cena a obscuridade do real, porém, sem estetizá-lo.
    • Nome do projeto: Testemunho fotográfico e estética do sublime: controvérsias éticas e políticas em torno da apresentação do inapresentável (2023 Atual)
      Natureza: Pesquisa
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. , FABBRINI, R. N. .
      Descrição: Esta pesquisa propõe-se a debater o estatuto da arte diante da violência, do sofrimento e da dor, interrogando a legitimidade do julgamento estético de imagens consideradas insuportáveis, assim como certa ética da representação que nos remete ao conceito de sublime, amplamente revalorizado na arte moderna e contemporânea, que se vale do repugnante e do desagradável no campo da contemplação estética. A partir de uma seleção de obras de artistas como Alfredo Jaar, Ariella Aïsha Azoulay, Joan Fontcuberta, Mathieu Pernot, Rosângela Rennó, Sophie Ristelhueber, Stephen Dock e Thomas Hirschhorn, que questionam a presença e a ausência de determinadas imagens e os efeitos delas sobre nossa conduta ante o mundo contemporâneo, busca-se examinar os procedimentos críticos utilizados para incidir sobre os eventos traumáticos representados e, também, os modos de produção do visível, especialmente no espetáculo cotidiano do trauma. Entre os vários aspectos que se entrelaçam e compõem as obras desses artistas destaca-se a necessidade de testemunhar e apresentar o inapresentável, sem, no entanto, ceder à tentação de representar ícones universais do sofrimento humano ou produzir fotografias estereotipadas que reproduzem relações de poder. Intenta-se discutir, assim, as configurações do visível e do sensível em fotografias de acontecimentos impossíveis, porque incomensuravelmente violentos, os limites e modelos da imagem dita tolerável, e a possibilidade de restabelecer a confiança no poder emancipador das imagens, apontando para a corresponsabilidade do espectador diante das violências naturalizadas.
    • Nome do projeto: Franz Kafka e Robert Walser: por uma educação desobediente (2013 Atual)
      Natureza: Pesquisa
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. .
      Descrição: Nas narrativas kafkianas a escala evolutiva da espécie humana, cujo princípio pode ser tanto a natureza selvagem de um símio como um homem em meio a dispositivos de poder e códigos de linguagem, fatalmente culmina na metamorfose do humano em inseto, numa evidente denúncia da falência do antropocentrismo ocidental. No texto Um relatório para uma academia (1917), Franz Kafka tematiza a crise de certo regime de soberania em que o eixo central é o próprio conceito de humano, que erra nos territórios do animal. O processo de escolarização, embora não aludido na novela, cumpre papel crucial na hominização dos corpos, visto que, aculturando-os e tornando-os dóceis, nos termos de Michel Foucault, cultiva corpos úteis, disciplinados e, sobretudo, produtivos. Robert Walser, escritor suíço estimado por Kafka, ocupou-se especificamente dessa questão. No texto Jakob von Gunten (1909), Walser narra o desenvolvimento de um interno do Instituto Benjamenta, instituição responsável pela formação de pupilos que pouco ambicionam, e na qual os alunos são ensinados tão somente a se tornarem bons criados mediante o rigor e a obediência que o ato de servir requer. Tomando como objetos os textos literários supracitados, este estudo, portanto, procura estabelecer algumas correspondências entre os enredos kafkianos e o processo de escolarização, repensando epistemologias e procedimentos correntemente adotados pela instituição escolar.
    • Nome do projeto: Odradek: Núcleo de Investigação Teatral (2023 Atual)
      Natureza: Ensino
      Integrantes: FERNANDES, Rafaela A. .
      Descrição: O projeto teve como principal objetivo propor reflexões e debates sobre o papel social da escola, deslocando os papéis e as funções no espaço escolar, a partir da linguagem teatral. Em cada ação e procedimento buscou-se criar condições de possibilidade para práticas coletivas e colaborativas que desregulassem as formas viciadas de circulação do poder e colocassem em evidência a potência dos gestos criativos das crianças. Para tanto, revelou-se de suma importância o lançamento de um olhar estrangeiro ou estranhado sobre o que se convencionou chamar de escola, aula, professor, aluno e assim por diante. De um lado, esperava-se que os estudantes se apropriassem da linguagem teatral como prática condutora e geradora de diálogos, assumindo o papel de atores do processo, de outro, por meio de uma rede de ações artísticas e formativas com a comunidade escolar, buscava-se promover uma revisão crítica das concepções de escola que operam nos imaginários, discursos e nas práticas de ensino. Mais informações: https://sites.google.com/view/nucleoodradek/inC3ADcio
    • Graduacao:
      • Curso: História da Arte
        Nome da Instituição: Universidade Federal de São Paulo
        Título: Entre sobrevivências e metamorfoses - a montagem de imagens em Aby Warburg e André Malraux
        Ano de conclusão: 2017
      • Curso: Artes cênicas (Licenciatura)
        Nome da Instituição: Faculdade Paulista de Artes
        Título: Teatro e pedagogia do oprimido
        Ano de conclusão: 2010
    • Mestrado:
      • Curso: Filosofia
        Nome da Instituição: Universidade de São Paulo
        Ano de conclusão: 2022
    • Doutorado:
      • Curso: Filosofia
        Nome da Instituição: Fac. de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Universidade de São Paulo
        Ano de conclusão: Atual
        Status do curso: Em_andamento
    • Especializacao:
      • Nome da Instituição: Escola de Comunicação e Artes - USP
        Ano de conclusão: 2022
    • SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO:
      • Tipo de vínculo: Livre (2010 - 2010 ).
        Outras informações: ARTE EDUCADORA
    • Cia Mutirão de Teatro:
      • Tipo de vínculo: Livre (2010 - 2010 ).
    • Universidade de São Paulo:
      • Tipo de vínculo: Livre (2020 - Atual ).
    • Secretaria Municipal de Educação de São Paulo:
      • Tipo de vínculo: Livre (2013 - Atual ).
    • Anais do V Seminário de Estética e Crítica de Arte: Sentidos na Asfixia:
      • Tipo de vínculo: Livre (2023 - 2023 ).
        Outras informações: Revisão e diagramação dos anais do evento.